
Entre os labirintos da Colina dos Trasgos e ao norte do Rio Turvo, esconde-se a Cripta do Bruxo. Outrora um poderoso conjurador, fundador duma ordem de magos que um dia viria a ser conhecida como a Ordem Cromática, encontrou um modo de fugir da vida mortal. Seus estudos não se restringiam à bruxaria. Era muito popular por seu ofício extraordinário: além de seus estudos na Arte, se dedicava à forja e confecção de itens com propriedades bastante peculiares. Entre elas, as famosas Botas do Viajante, que fazia o favor de caminhar no lugar de seu usuário, isto é, andava por si só. Outro item exótico, era o seu diário que reportava todos os seus dias sem que uma pena precisasse encostar em si. Portanto, toda sua vida estaria escrita em seus diários pessoais, contudo esses nunca foram encontrados. Alguns de suas criações podem ser encontradas em seu jazigo. Mas ao que se indica, os mortos não parecem dormir em paz naquele cemitério. Aquele que ousar macular o descanso dos que se foram, terão seu julgamento antecipado.
Seus itens maravilhosos não se limitam ao cotidiano. Dois deles chamam a atenção de qualquer um. Um seria uma fórmula alquímica para um elixir que adia o encontro de quem o beber com o Juiz dos Condenados. Mas tal feito só se compara à criação da assustadora Orbe da Lua da Morte. Uma esfera de vidro massiça e pesada, negra em seu interior e com tons púrpuras próximo à sua crosta. Em mãos capazes, é uma ferramenta de dominação mental, seja para o bem ou para o mal.
Um fato curioso é que muito se fala sobre esse usuário da Arte, mas não se fala sobre seu nome ou outras características pessoais. O que faz um homem mais crítico duvidar de sua existência. Principalmente por ele próprio elaborar uma cura para a morte e ao mesmo tempo estar enterrado em sua cova.