Comedor de bolo e de criancinhas. Esse flagelo das matas, aparece quando mais se teme. Ele consegue farejar o medo a três noites de distância. Diz-se que se evocado seu nome - Büttrøck - três vezes, no pôr do terceiro sol ele apareceria, junto com todo o terror que carrega em sua fama.
A lenda conta que o terceiro filho da terceira geração dos Pés-Duros - uma antiga família de um povoado hin do ocidente - teria achado uma relíquia na Floresta dos Mestiços. Ela conteria a alma de um demônio há muitas eras banido dos reinos mortais. O jovem hobite mal poderia saber que mexer com esse artefato nefasto condenaria sua alma para toda eternidade.
Em outra versão, a criatura vil seria na verdade um pequeno gnomo que teria sido enganado por um demônio. Ele teria trocado a alma de sua esposa por um pote cheio de ouro em uma negociação sinistra. Seu pote cheio de ouro gerou cobiça em sua cidade, e não tardou muito até seu tesouro ser roubado por ladrões na calada da noite. Büttrøck, já com seu espírito corrompido, desde então busca seu tesouro roubado e não descansará até reaver a última moeda - e talvez ainda conseguir sua esposa de volta.
A terceira hipótese fala de um duende, muito mau, de sangue vil, vindo das montanhas dos Picos da Neblina - mas talvez tenha vindo da Floresta das Serpentes. Ele teria se aliado a um grupo de lancinhas - como alguns camponeses do ocidente chamam goblins e kobolds. Após causar muito terror em alguns vilarejos, sua fama teria rapidamente se espalhado. Os locais contam que em algum bosque dos Campos Verdes, Büttrøck e seus asseclas preparam-se para novas investidas.